Pesquisa
Ouça em
Siga-nos
Pesquisa
Ouça em

Aceitar sua vulnerabilidade pode te tornar uma pessoa melhor

aceitar-sua-vulnerabilidade-pode-te-tornar-uma-pessoa-melhor

Imagine o seguinte cenário: você trabalha há mais de 15 anos em sua área de atuação, até que decide investir em seus estudos e iniciar uma pós-graduação. Mas quando entra na sala de aula, você se depara com colegas mais jovens e o assunto em pauta é uma nova tecnologia que você não conhece.

 

Automaticamente você fica nervoso. “Por que eu vim aqui? Com certeza não é o meu lugar”. Essa sensação é a sua vulnerabilidade. É o que faz com que você opte por sair da sala e desistir da ideia.

 

A pesquisadora americana Brené Brown dedicou mais de duas décadas de sua vida para estudar sobre o porquê de algumas pessoas sentirem medo e vergonha. Através de seus estudos, ela acabou constatando que existem dois tipos de pessoas:

 

  1. As que têm uma forte noção sobre seu próprio valor;
  2. As que estão constantemente se questionando.

A partir disso, Brené começou a se perguntar qual seria a razão para algumas pessoas entenderem seu próprio valor, enquanto outras não o faziam. O que ela descobriu é que as pessoas do segundo grupo reconhecem a própria vulnerabilidade e a entendem como parte da vida.

 

A principal diferença entre as pessoas com forte senso de pertencimento e amor próprio e as que constantemente se questionam é que as primeiras acreditam que merecem esses sentimentos, enquanto o segundo grupo luta frequentemente por isso.

  

Brené Brown resolveu chamar de pessoas com coração pleno aquelas que vivem com forte senso de pertencimento e merecimento. São pessoas que têm a coragem de usar a própria vulnerabilidade ao seu favor.

 

 

Mas o que é exatamente a vulnerabilidade?

 

Em seu livro A Coragem de ser Imperfeito, Brené Brown descreve a vulnerabilidade como uma incerteza, um risco, uma exposição emocional. É o sentimento que temos quando saímos da nossa zona de conforto ou fazemos algo que nos força a abrir mão do controle.

 

Ao contrário do que muitos pensam, vulnerabilidade não é sinal de fraqueza. Reconhecer a própria vulnerabilidade é, na verdade, um grande indicador de coragem. Afinal, não é fácil entender os próprios sentimentos e as coisas que nos deixam inseguros.

 

Em seu Ted Talk, O poder da vulnerabilidade, Brené Brown explica que a forma com que as pessoas lidam com a vulnerabilidade é o que garante – ou impede – que elas sejam plenas. 

Normalmente, nós lidamos com esse sentimento das seguintes formas:

 

Anestesiando a vulnerabilidade

 

Precisamos lidar com vários problemas ao mesmo tempo em nossas rotinas. Essas situações despertam os mais diversos sentimentos. Por isso, estamos sempre tentando anestesiar os sentimentos ruins.

 

No entanto, é praticamente impossível selecionar qual emoção você gostaria de sentir ou não. Você não pode decidir por não sentir dor, vergonha ou medo. Na verdade, até pode… mas nesse processo você deixa de sentir as emoções boas também.

 

Ao anestesiar a vulnerabilidade, nós anestesiamos sentimentos bons, como a felicidade. O primeiro passo para resolver esse problema é pensar sobre o motivo pelo qual você tenta anestesiar essa emoção e de que forma você faz isso.

 

Transformando tudo que é incerto em uma certeza

 

Segundo Brené Brown, quanto mais medo temos, mais vulneráveis somos. Atualmente, vivemos uma polarização entre o “certo” e o “errado” em todos os âmbitos de nossas vidas.

Contudo, nem sempre você vai estar certo, assim como nem sempre estará errado. A vida é complexa e não pode ser definida apenas em duas categorias. Reconhecer e aceitar isso são passos importantes para alcançar o sentimento de pertencimento.

 

Tentando aperfeiçoar tudo

 

Nós estamos em uma constante luta para tentar aperfeiçoar tudo ao nosso redor. Em tempos de redes sociais, principalmente, a busca pela perfeição é grande. Não há espaço para erros e deslizes, uma vez que a preocupação com a forma como seremos percebidos por aqueles que analisam nossos posts exerce uma influência descabida no nosso bem-estar emocional.

 

Aplicamos essa busca pela perfeição em todos aspectos da vida. Mas é impossível ser perfeito. Sempre existirão erros em nosso caminho, e é importante saber lidar com eles.

 

Fingindo que o que fazemos não tem impacto em outras pessoas

 

“O que eu falo não afeta ninguém”; “Essa pequena ação não terá impacto”. Tais pensamentos são equivocados, uma vez que, em uma sociedade, vivemos conectados. Estamos todos interligados de alguma forma. Uma ação que você acredita ser inofensiva, na verdade, pode impactar diretamente a vida de alguém. 

 

Mas como lidar com isso?

 

Reconhecer nossas ações, refletir sobre elas e seus impactos na sociedade são tomadas de decisões importantes para uma pessoa com coração pleno. 💖

 

4 dias para lidar com a vulnerabilidade e melhorar a sua vida

 

Existem algumas atitudes que podem mudar positivamente sua vida. As dicas a seguir são fruto de um longo trabalho de pesquisa de Brené Brown e apresentam uma característica em comum: todas elas são aplicadas cotidianamente pelas pessoas de coração pleno.

 

1. Permita-se ser notado

 

Não é fácil se deixar ser visto com sinceridade. Muitas vezes, tentamos esconder sentimentos e emoções, mas abrir-se com pessoas que você confia é uma forma de mostrar quem você realmente é, com as partes boas e as partes ruins. Ao se deixar ser visto, você também se permite curar suas feridas.

 

2. Pratique a gratidão e o otimismo

 

Agora você já sabe que nem tudo é totalmente bom ou totalmente ruim quando falamos de viver em sociedade. Reconhecer seus sentimentos possibilita o amadurecimento e a compreensão de que nem sempre tudo estará sempre bem.

 

Nesse sentido, é essencial praticar a gratidão. Visualize as coisas boas à sua volta e agradeça. Se você tem planos e sonhos, mantenha-se otimista em relação a eles.

  

3. Esqueça o perfeccionismo

 

É preciso abrir mão do controle excessivo. A busca pela perfeição é exaustiva e dolorida. Lembre-se: nada é perfeito. Uma das principais características do ser humano é o fato de ele não ser perfeito o tempo inteiro. Então não gaste energia em uma busca que é irreal.

 

4. Acredite que você é suficiente

 

Em algum momento da vida, todos vivenciamos um sentimento de insuficiência. “Eu não sou suficiente para minha família”; “Eu não faço diferença no meu trabalho”, entre tantos outros pensamentos depreciativos.

 

A autoestima e o pertencimento podem ser praticadas através de exercícios de visualização e mentalização. VOCÊ É SUFICIENTE. Repita isso para você mesmo quantas vezes achar necessário. Os resultados serão surpreendentes. Pode acreditar! 😀

 

E você? Está pronto para abraçar sua vulnerabilidade e crescer como ser humano?

 

Se você gostou do texto, deixe um comentário e compartilhe essas palavras com seus amigos. 🙏

 

 

AUTOR

Cristian Amaral 🇧🇷 

 

Eu movo as palavras de lá para cá, e escolhi a web como tabuleiro desse jogo. Assim como todo profissional online, encaro diariamente o tsunami de informações e tecnologias, mas sempre atento ao fato de que, no final das contas, seguimos lidando com pessoas.

 

cristian@k2ponto.com.br

LinkedIn

 

 

 

Discutir sobre

Leitura adicional

o-que-e-sustentabilidade-e-qual-e-o-seu-papel-nisso

O que é sustentabilidade e qual é o seu papel nisso?

Para entender o que é sustentabilidade – e poder exercê-la na prática -, pense na manutenção da viabilidade da vida no nosso planeta, não só no presente como para as futuras gerações.    Quer adentrar esse caminho virtuoso? Comece fazendo a si...

o-que-e-e-para-que-serve-o-mindfulness

Mindfulness: o que é e para que serve

Mindfulness – ou atenção plena, como também é conhecido em português – é uma técnica de meditação que exercita a capacidade de manter o foco no momento presente de forma intencional. E o principal: sem julgamentos.   Imagine a seguinte...

Rádio ao vivo

Ooops ! You forgot to enter a stream url ! Please check Radio Player configuration